Último dia para inscrições para o 13º Festival de Declamação de Poemas de Antônio de Castro Alves

O festival acontece em 13/03 e a premiação em 14/03, durante as comemorações do aniversário do poeta

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Seguem abertas até a próxima segunda-feira (10) as inscrições para a 13ª edição do Festival de Declamação de Poemas de Antônio de Castro Alves que acontece em 13 de março, às 13h, no Parque Histórico Castro Alves (PHCA), localizado na Fazenda Cabaceiras (Cabaceiras do Paraguaçu, no Recôncavo baiano), local onde morou o poeta.  Uma iniciativa da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC), o evento já é tradição na cidade e dá início às comemorações dos 167 anos de nascimento de Castro Alves. Os interessados – a partir de 10 anos – podem fazer a inscrição através do e-mail do parque (parquecastroalves@gmail.com) ou do telefone (75) 3681-1102.

O festival reúne pessoas de diversas regiões do estado e de todas as idades que prestam homenagem ao grande trovador baiano, autor deEspumas FlutuantesVozes D’África e O Navio Negreiro. Os jurados vão analisar os seguintes itens: originalidade (criatividade utilizada para a apresentação do poema), dicção (clareza das palavras pronunciadas na declamação), fluência verbal (correção e a pronúncia das palavras) e fidelidade ao texto (exatidão e o respeito a todos os versos e palavras do poema). A premiação acontece em 14 de março – dia das comemorações dos 167 anos de nascimento do poeta -, quando os cinco primeiros colocados se apresentam. Os escolhidos terão suas declamações julgadas com base nos seguintes critérios: originalidade, dicção, fluência verbal e fidelidade ao texto declamado. Os prêmios para os cinco primeiros colocados variam entre R$ 2 mil e R$ 1 mil.

SERVIÇO:

O que: 13º Festival de Declamação de Poemas de Antônio de Castro Alves                           Quando: 13 de março, às 13h                                                                         

O que: comemorações do 167 aniversário de Castro Alves                                      Quando: 14 de março, a partir das 5h

Programação 14/03:

5h – Alvorada

9h – Missa festiva (Igreja São João Batista)

10h – Sessão solene em homenagem a Castro Alves na Câmara Municipal

10h30 – Apresentação de grupo cultural

11h – Sessão solene em homenagem ao poeta

11h30 – Premiação dos vencedores do 13º Festial de Declamação de Poemas de Antônio de Castro Alves

14h – Apresentação da Orquestra Museofônica

15h – Maratona do Poeta

15h30 – Espaço para homenagens – Leitura Pública de Poemas por Marcos Peralta (FPC)

16h – Apresentação Musical

Sobre o parque: por conta do primeiro centenário da morte de Castro Alves, em março de 1971 foi inaugurado, no lugar onde ele nasceu, o museu biográfico Parque Histórico Castro Alves (PHCA), numa área de 52 mil metros quadrados. O acervo convida os visitantes a mergulharem no universo do porta-voz literário da Abolição da Escravatura no Brasil. São objetos que pertenceram a Castro Alves e seus familiares. O público pode ainda usufruir da biblioteca com cerca de 700 títulos. Os projetos “Sopa de Letras”, “Sopa de Letras Especial”, “Seguindo os Passos do Poeta”, “Parque dos Sonhos” e “Baú de Memórias” são destaques do programa de ações culturais e educativas do museu. Anualmente, o Parque também promove o Festival de Declamação de Poemas de Antônio de Castro Alves.

Visitação: terça a sexta, das 9h às 12h e 14h às 17h. Fins de semana e feriados, das 9h às 14h

Entrada: grátis

O poeta – Antônio de Castro Alves, mais conhecido como Castro Alves, o poeta dos escravos, nasceu na Bahia, dia 14 de março de 1847, na Fazenda Cabaceiras, comarca de Muritiba, a 42 km da Vila de Nossa Senhora da Conceição de “Curralinho” (hoje, Castro Alves). Famoso pelas fortes críticas à escravidão, fez parte da Terceira Geração da Poesia Romântica (Social ou Condoreira), caracterizada pelos ideais abolicionistas e republicanos, sendo considerado a maior expressão da época. Suas obras são: Espumas Flutuantes, Gonzaga ou A Revolução de Minas, Cachoeira de Paulo Afonso, Vozes D’África, O Navio Negreiro, entre outras. Em 1862 ingressou na Faculdade de Direito de Recife, após ter feito o curso primário no Ginásio Baiano. É dessa época a composição dos primeiros poemas abolicionistas: Os Escravos e A Cachoeira de Paulo Afonso. Em 1867, retorna para a Bahia e segue, no mesmo ano, para o Rio de Janeiro, com incentivos promissores de José de Alencar, Francisco Otaviano e Machado de Assis. Depois, em São Paulo, encontrou a mais brilhante das gerações, a exemplo de Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Rodrigues Alves, Afonso Pena, Bias Fortes, para citar alguns dos notáveis. Neste período, viveu seus dias de maior glória. Em 11 de novembro de 1868, caçando nos arredores de São Paulo, feriu o calcanhar esquerdo com um tiro de espingarda, resultando-lhe na amputação do pé. Em seguida, contraiu tuberculose, obrigando-o a voltar à Bahia, onde morreu, em 1871.

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