Incubadora de serviços criativos deve atender dez mil pessoas na Bahia

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Foto por Tacila Mendes

Assessoria jurídica, contábil, de marketing, cursos e oficinas das mais diversas áreas da gestão cultural serão alguns dos serviços oferecidos gratuitamente pela Incubadora Bahia Criativa, inaugurada nesta quarta-feira (14), no Forte do Barbalho, em Salvador. Com investimento de R$ 1,2 milhão do Ministério da Cultura e de R$ 300 mil da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), o espaço integra a Rede Incubadoras Brasil Criativo, que visa potencializar o empreendedorismo e competências criativas voltados para pessoas que atuam na cadeia produtiva da cultura. As ações devem atingir cerca de dez mil pessoas nos 27 territórios de identidade do estado no período de um ano.

“Muitas pessoas têm uma boa ideia e um grande talento, mas não sabem como fazer a gestão do negócio e como estruturá-lo. Nosso objetivo é transformar a incubadora na casa do empreendedor cultural. Essa sinergia com a economia da cultura já existe aqui. Nós vamos ajudar a encaminhar esses talentos e auxiliá-los a gerir os negócios”, disse a ministra da Cultura, Marta Suplicy, que participou da inauguração ao lado do governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner, do secretário da Economia Criativa, Marcos André Carvalho, do secretário Estadual de Cultura,  Albino Rubim, e de representantes da classe artística e cultural do estado. A cerimônia, aberta ao público, contou com apresentação musical do Grupo Opanijé, que une a sonoridade percussiva, cânticos de candomblé, batidas eletrônicas e rap.

O simbolismo da escolha do Forte do Barbalho – um dos principais centros de repressão e tortura durante o período ditadura militar – para abrigar as ações da incubadora foi destacado pelo governador. “Nada mais apropriado para enterrar definitivamente o obscurantismo deste Forte do que esse espaço que irá estimular a criatividade. Cultura tem a ver com liberdade e nós, que estamos na Terra Mãe do Brasil, temos um grande potencial criativo”, afirmou Jaques Wagner. Já o secretário estadual de Cultura da Bahia destacou a conexão entre a cultura e o desenvolvimento, e a importância do Forte de Serviços Criativos para consolidar a economia da cultura no estado. “A incubadora atende a uma demanda da própria sociedade. Nas quatro conferências estaduais de cultura, os participantes apontaram a área de formação e qualificação como uma das prioritárias. A Bahia Criativa irá oferecer, nesse sentido, uma série de serviços fundamentais para o campo da cultura”, disse Albino Rubim.

As capacitações do Bahia Criativa estarão disponíveis não só para a população soteropolitana, mas para todos os 27 Territórios de Identidade do estado. Além disso, as atividades poderão ser desenvolvidas também à distância, com cobertura para todo o estado. Os interessados podem obter mais informações pelo e-mail bahia.criativa@cultura.ba.gov.br

Rede Incubadoras Brasil Criativo

A Economia Criativa reúne em torno de20 setores da nova economia – que são os que atualmente mais crescem e geram emprego no mundo, baseada num processo criativo e de inovação que agrega valor a produtos e serviços, gerando riqueza cultural e econômica. A Rede Incubadoras Brasil Criativo visa potencializar os empreendimentos nesses setores, posicionando a cultura como um dos principais eixos estratégicos de desenvolvimento do país. Assim, ofertam gratuitamente aos agentes culturais de todo o estado cursos e consultorias, planejamento estratégico, assessoria contábil, jurídica e de comunicação, marketing, elaboração de projetos e captação de recursos, além de acompanhamento contínuo. Os espaços também sediam balcões de crédito, formalização, formação técnica e escritórios de direito e de exportação. As atividades serão desenvolvidas por equipes locais, em diálogo com as potencialidades criativas de cada região.

A Rede conta com investimento de R$ 40 milhões e tem como princípios norteadores a diversidade cultural e inclusão social. Estará presente em 13 estados: Acre, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

São parceiros do programa, dentre outras instituições, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Ministério da Educação, Ministério do Turismo, as secretarias estaduais e municipais de Cultura, secretarias de Desenvolvimento Econômico, Sebrae, Senac, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e universidades.

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